Pintura rupestre

A expressão pintura rupestre (do latim, rupes, “rocha” ou “pedra”) designa as marcações feitas pelo homem sobre rochas (paredes e tetos de cavernas e abrigos rochosos) e, muitas vezes, ao ar livre. Essa forma de expressão foi muito comum na pré-histórica não sendo específica de um grupo étnico ou cultura, mas relativamente universal, encontrada em todo mundo. Conhecem-se milhares dela em mais de 100 países.

Há dois tipos de inscrição rupestre:

  • a pintura: composição realizada com pigmentos obtidos de minerais triturados misturados com água, sangue ou urina. A tinta vermelha geralmente é obtida através do uso de ocre moído, enquanto a tinta preta é normalmente composta de carvão vegetal ou, às vezes, de minerais como o manganês. A tinta branca é geralmente criada a partir de giz natural. O pigmento é aplicado à rocha utilizando os dedos, tufos de pelos ou palha, ou inserido em um pedaço de cano ou osso oco e soprado sobre a rocha. Outra pintura era a da própria mão humana molhada com a tinta e carimbada sobre a rocha ou servindo de molde assoproando-se o pigmento sobre ela para formar mãos em negativo.
  • a gravura: imagens gravadas ou entalhadas na própria rocha usando para isso de uma pedra mais dura; são chamadas de petróglifos.

Os temas representados variam de acordo com o período e a região. No Paleolítico Superior são, principalmente, imagens de animais de grande e médio porte. No Neolítico há representações humanas, com braços erguidos, portando armas, cenas de caça, guerra e sacrifícios humanos. Há também sinais gráficos abstratos como traços, pontos e espirais.

A interpretação das pinturas e gravuras rupestres é difícil e está cercada de controvérsia, mas acredita-se que seja uma espécie de linguagem visual, possivelmente com caráter mágico religioso, que expresse valores e crenças.

Muitos estudiosos discordam chamar a representação rupestre de “arte” pois ela não teria uma função estética. Preferem falar em “registro” rupestre, considerando a incerteza sobre seu significado.

O registro rupestre continua sendo importante para os povos indígenas em várias partes do mundo, que os vêem como itens sagrados e componentes significativos de seu patrimônio cultural.

 

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