Guarda Negra

Associação antirrepublicana fundada em 09 de julho de 1888, no Rio de Janeiro, com o objetivo de defender o reinado da Princesa Isabel (A Redentora) em função da Lei Áurea. Era constituída por negros libertos da escravidão que agiam em grupos para intimidar os propagandistas da causa republicana no Brasil.

A ata de sua criação estabelecia os seguintes propósitos:

1º. – Criar uma associação com o fim de opor resistência material a qualquer movimento revolucionário que hostilize a instituição que acabou de libertar o país.

2º. – Só poderão fazer parte, como seus sócios ativos, os libertos que se comprometerem obedecer os mandatos de uma Diretoria eleita, por maioria absoluta, em votação que se efetuará em momento oportuno.

3º. – Poderão ser sócios efetivos unicamente os que considerem o ato memorável do dia 13 de maio, acontecimento digno de admiração geral e não motivo para declarar guerra à humanitária princesa que o realizou.

4º – Pedir à Confederação Abolicionista o seu apoio para que esta sociedade se ramifique por todo o império.

5º. – Pedir à imprensa que participe desse sentimento o seu valioso concurso.

6º. – E último. Aconselhar por todos os meios possíveis aos libertos do interior que só trabalhem nas fazendas daqueles que não juraram guerrear o 3º Reinado. (Cidade do Rio, Ano II, N. 152, 10/06/1888, p. 2)

Após a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, a Guarda Negra desapareceu do cenário político.

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