Escambo

Chama-se escambo a troca de bens e serviços sem envolver dinheiro. É o estágio mais primitivo nas relações de troca e caracteriza as sociedades de economia natural. O escambo foi intensamente empregado pelos portugueses, entre 1500 e 1530, para a exploração do pau-brasil utilizando a mão de obra indígena. Os indígenas cortavam a madeira e a deixavam na praia, para ser depois embarcada nos navios, e recebiam em troca facas, espelhos e bugigangas de fabricação europeia. O mesmo foi feito na África em que os europeus trocavam armas, tecidos, rum etc por marfim e escravos.

Nas sociedades modernas, o escambo pode ressurgir em períodos de escassez, como em tempos de guerra ou ocupação. O escambo torna-se, então, um modo frequente de troca. Na França, durante a ocupação, na Segunda Guerra Mundial, pneus reformados e cigarros foram usados para trocar por alimentos. Mais recentemente, feiras de trocas têm surgido em muitos paíse, e também na Web já existem plataformas de trocas de bens sem compensação financeira – ambos modelos inserem-se na defesa de um consumo responsável e sustentável e no espírito de colaboração e solidariedade.

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