Eclésia

A Eclésia (do grego, ekklesía, “assembleia”) era o principal órgão político da democracia ateniense na Grécia Antiga. Era uma assembleia popular, aberta a todos os cidadãos. Dispunha de todos os poderes (executivo, legislativo e judiciário). Era responsável por declarar a guerra, nomear magistrados, cuidar do abastecimento da cidade, acordos internacionais e alianças. Tinha a palavra final sobre a legislação e o direito de exigir que os magistrados prestassem contas após seu ano de mandato. Administrava as finanças públicas, a organização dos cultos religiosos e a construção de templos e altares.

A agenda para discussão na Eclésia era preparada pela Boulé, o conselho inicialmente com 400 membros e depois ampliado para 500, que eram escolhidos por sorteio entre os candidatos indicados pelos demos.

Uma reunião típica da Eclésia provavelmente continha cerca de 6.000 pessoas, de uma população total entre 35.000 e 40.000 cidadãos. Qualquer cidadão poderia tomar a palavra. Os participantes se reuniam, inicialmente, na ágora. Na época de Clístenes, no final do século IV a.C. passaram para a colina do Pnyx.

Inicialmente, as reuniões eram uma vez por mês, mas depois foram estabelecidas três ou quatro vezes por mês, totalizando 40 por ano.  A dificuldade de comparecimento do cidadão pobre e que residia fora do centro urbano, levou à criação de pagamento, chamado mistoforia para o cidadão participar das reuniões ou mesmo exercer uma função pública.

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