Bantos

A palavra banto ou bantu designa uma grande família etnolinguística formada por 440 a 680 línguas (o número varia dependendo da definição de “língua” e “dialeto”). O total de falantes bantu é estimado em 350 milhões de pessoas, cerca de 30% da população do continente africano. Eles constituem uma enorme diversidade de povos, de tipos físicos diferentes que incluem, entre outros, os pigmeus e boa parte dos escravizados traficados para o Brasil desde o século XVII chamados angolas, congos, cabindas, benguelas, moçambiques etc.

A origem dos bantos teria sido o centro do continente africano, em uma área entre os atuais Chade, Nigéria, Camarões e República Centro-Africana, por volta de 3 mil a 4 mil anos atrás. Daí teriam se deslocado para a região da atual Nigéria onde, tempos depois, floresceu a legendária cultura de Nok, entre 1500 a.C. e 300 d.C., uma das primeiras a dominar a metalurgia do ferro.

Novas levas migratórias ocorreram em ondas sucessivas para o oeste, leste e sul do continente a partir de 200 d.C. absorvendo ou repelindo as populações indígenas de caçadores-coletores.

Do século XIII ao século XV, grandes estados bantos foram formados no Sul, como os reino do Congo, de Luba e Lunda e, mais ao sul, o de Monomotapa, no atual Zimbábue.

Os bantos mantinham contato com diferentes sociedades como  os cuxitas (Reino Kush), os nilotas e os mercadores árabes vindos do norte.

Os contatos entre portugueses e povos bantos durante o comércio de escravos oscilou entre alianças e conflitos. No Congo, o principal manicongo (título do rei congolês) aliado dos portugueses foi D. Afonso I, nome cristão adotado com o batismo. Durante seu reinado, de 1506 a 1543, D. Afonso I foi sócio de Portugal nos negócios do tráfico. No século XVII, os portugueses enfrentaram a resistência da rainha Nzinga, a obstinada líder política e militar que, por quarenta anos, impediu que os portugueses penetrassem no território banto que ela controlava.

Banto

Distribuição das línguas banto na África.

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