Especiarias

Especiaria (do latim, species) era o nome dado na Europa ocidental a diversos produtos destinados a temperar e conservar alimentos, e na preparação de medicamentos. Na sua grande maioria eram importados do Oriente. As principais especiarias orientais eram a pimenta-do-reino, a pimenta síria, a noz-moscada, o cravo-da-índia, a canela, o anis-estrelado, o gengibre, o coentro, a mostarda e o açafrão.

Os árabes foram os grandes divulgadores das especiarias na Europa medieval. A rica culinária árabe com seus temperos de pimenta, noz-moscada, canela, cravo e açafrão era famosa nos reinos cristãos. Muito antes disso, contudo, as especiarias estavam nas rotas comerciais dos antigos egípcios, fenícios e romanos. A Rota das Especiarias pelo golfo Pérsico até a Índia, e a Rota da Seda que chegava até a China foram os caminhos que abasteceram o Ocidente durante a Antiguidade.

No século XII, as especiarias chegavam ao Ocidente europeu por intermédio dos bizantinos,  genoveses e venezianos. Veneza praticamente exercia o monopólio da compra e distribuição das especiarias na Europa. Para romper esse monopólio, outras nações buscaram caminhos alternativos. A tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453 cortando as relações de Bizâncio com o Ocidente deu maior impulso à busca de outros caminhos que levassem às cobiçadas especiarias. O resultado foram as grandes navegações oceânicas.

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