Múmia, mumificação

Denomina-se múmia ao corpo morto, humano ou animal, cuja pele e órgãos foram preservados (mumificados) intencionalmente ou espontaneamente por ação da natureza (frio extremo, clima quente e seco, solo salgado etc.). Exemplo de múmia espontânea é Ötzi, o Homem de Gelo, encontrado nos Alpes que viveu entre 3400 e 3100 a.C.

As múmias do antigo Egito são exemplos de mumificação intencional quando ocorre a remoção de órgãos internos e aplicam-se técnicas de embalsamento. A mumificação era parte integrante dos rituais religiosos egípcios para os mortos desde 2.800 a.C. A preservação do corpo era um passo importante para a vida após a morte.

Nem toda mumificação é feita com a remoção de partes do corpo ou por desidratação. Na América Andina, os Paracas e os Nazcas colocavam o cadáver em posição fetal e com as mãos cobrindo o rosto, depois envolviam o corpo com muitas camadas de tecido grosso que, devido a aridez das áreas desérticas, conservavam o corpo.

As múmias mais antigas conhecidas são as da Caverno do Espírito, localizadas no estado de Nevada, nos Estados Unidos. Foram datadas com cerca de 9.400 anos. Antes dessa descoberta, a múmia mais velha conhecida era uma criança da cultura Chinchorro, no Chile, de 5050 a.C. Ambos os casos, foram cadáveres intencionalmente mumificados.

Monges taoístas e budistas da China, nos séculos V e VI d.C., praticavam a automumificação. Desejando alcançar a “imortalidade”, eles aprenderam a controlar os processos físicos por meio de técnicas de meditação e selando seus órgãos digestivos bebendo seiva da árvore de laca. Os corpos foram então secos a vapor e novamente selados com verniz.

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