Sebastianismo (ver Messianismo e União Ibérica)

Sebastianismo foi um movimento messiânico que se difundiu por Portugal em fins do século XVI em consequência do desaparecimento do rei D. Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir, em 1578. Como o corpo do rei nunca foi encontrado, passou-se a acreditar que ele estava vivo, apenas esperando o momento certo para retornar ao trono e afastar o domínio estrangeiro. De fato, sem deixar herdeiros, o trono português caiu em domínio da Espanha (União Ibérica, 1580-1640). Nasce então o sebastianismo, a crença de que o rei voltaria para salvar o reino de Portugal de todos os problemas e tornar a nação próspera cumprindo seu destino excepcional.

Posteriormente, o sebastianismo ganhou uma forma de patriotismo sendo usado durante as grandes guerras travadas por Portugal, e em vários movimentos nacionais de restauração. Permanece no inconsciente coletivo até o período contemporâneo.

O sebastianismo foi introduzido no Brasil no século XVI pelos jesuítas, mas foi no século XIX que a crença no sebastianismo influenciou alguns movimentos messiânicos significativas, em particular na região Nordeste. Um exemplo foi Antônio Conselheiro, o líder de Canudos no sertão baiano que, em suas pregações entre 1893 3 1897 mencionou o retorno de D. Sebastião que iria retornar dos mortos para restaurar a monarquia no Brasil.

Na Ilha dos Lençóis, no Maranhão, há uma crença de que o rei D. Sebastião viveria nesta ilha além de lendas em torno de sua figura, como se transformar em um touro negro encantado, com uma estrela na testa. Em alusão a essa lenda, é costume bordar uma estrela dourada no boi do Bumba-meu-Boi e nos instrumentos usados no festejo. Religiões de matriz africana no Maranhão, Piauí, Pará e Amazonas, como o tambor de mina e o terecô também tem especial relação com o rei Sebastião, que figura como um encantado.

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