Comércio escravo (ver Tráfico Negreiro e Diáspora)

Do século VIII ao XIX, os muçulmanos praticaram o comércio de escravos em grande escala, ou seja, a compra de cativos na África negra e sua revenda nos mercados mediterrâneo e oriental. Existiram duas rotas: o tráfico transaariano, o comércio através do Saara entre a África Ocidental e o Mediterrâneo, e o tráfico índico, o comércio através do oceano Índico entre a costa oriental africana e a Ásia. O tráfico índico abastecia de escravos africanos os países do golfo Pérsico, a Índia e até a corte do imperador da China.

Os europeus também exploraram o tráfico de escravos para fornecer mão de obra escrava para as plantações de cana de açúcar, algodão, café, tabaco e cacau, e as minas de ouro e prata nas colônias da América. Os portugueses, no século XVI, foram os primeiros a realizar esse comércio, depois participaram os ingleses, espanhóis, franceses, holandeses e dinamarqueses. Entre os séculos XVI e XIX, o tráfico atlântico explorou a costa ocidental africana a partir, principalmente, da Costa da Mina e Angola em áreas que hoje pertencem às repúblicas de Senegal, Gâmbia, Serra Leoa, Libéria, Gana, Togo, Benin, Nigéria, Camarões, Guiné Equatorial, Gabão, Congo e Angola.

O comércio atlântico, iniciado em 1502 no Caribe e concluído em 1866 em Cuba, atingiu o pico no final do século XVIII, quando o maior número de escravos foi capturado em expedições de invasão ao interior da África Ocidental. Estas expedições foram levadas a cabo por reinos africanos, tais como o Império Oyo (iorubá), o Império Ashanti, o reino Daomé e a Confederação Aro. Estima-se que cerca de 15% dos escravos morreram durante a viagem, com taxas de mortalidade ainda mais altas na própria África no processo de captura e transporte de africanos para os navios. Calcula-se que cerca de 12 milhões a 12,8 milhões de africanos cruzaram o Atlântico em um período de 400 anos. Desse total, estima-se que 4,8 milhões vieram para o Brasil.

O tráfico de escravos feito pelos árabes e o tráfico atlântico realizado pelos europeus são as práticas escravistas mais importantes por causa de sua duração (onze e quatro séculos respectivamente), sua escala (dezenas de milhões de indivíduos escravizados) e seu impacto social, econômico e cultural tanto nas regiões escravistas quanto na área de origem, a África.

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