Conservadorismo

Conservadorismo é um pensamento político que defende a manutenção das instituições sociais tradicionais como a família e a religião, os costumes e tradições, e os direitos de propriedade. O conservadorismo enfatiza a continuidade e a estabilidade das instituições, opondo-se às mudanças revolucionárias. Para o conservador, as mudanças devem ser feitas de forma cautelosa e gradual.

O primeiro uso do termo conservadorismo em um contexto político originou-se no contexto da queda de Napoleão Bonaparte e da restauração monárquica com Luís XVIII que procurou reverter as conquistas da Revolução Francesa.

Historicamente associado à política de direita, o conservadorismo possui uma ampla gama de pontos de vista dentro de si. Não existe um conjunto único de políticas consideradas conservadoras porque o significado de conservadorismo depende do que é considerado tradicional em uma determinada sociedade e época. Os conservadores do Brasil monárquico do século XIX são diferentes dos conservadores de hoje, apesar de ambos estarem de acordo em conservar as tradições de suas respectivas sociedades.

Mesmo entre conservadores contemporâneos pode haver variantes de ideias. Edmund Burke, um dos principais teóricos do conservadorismo britânico da década de 1790, se pôs à Revolução Francesa, mas apoiou a Revolução Americana.

Apesar da falta de uma definição universal, certos temas são comuns no pensamento conservador como a defesa da tradição, da doutrina cristã, das políticas liberais (não confunda com “libertárias”), da ordem moral e social. Defende a igualdade político-jurídica, isto é, a igualdade perante a lei, e afirma que a desigualdade material ou de resultado é consequência das diferenças naturais entre os indivíduos, seus esforços e decisões. Um conservador, por exemplo, seria contrário à política de cotas na universidade para negros e indígenas

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