Crioulo (na América Espanhola)

Termo de origem espanhola (criollo) e derivado da palavra “criar”. O crioulo era a pessoa que havia sido criada em um território diferente do de seus pais. O termo foi empregado na época da colonização para chamar o descendente de espanhol nascido nas colônias da América Latina.

No final do século XVIII, existiam cerca de 3 milhões de crioulos nessas áreas, constituindo uma verdadeira classe social dotada de forte poder econômico que controlava boa parte do comércio e da propriedade agrária. Muitos de seus filhos iam realizar os estudos superiores na Espanha e, ao voltar, exerciam as carreiras de médico, advogado, oficial do exército, entre outras.

Apesar do prestígio social e econômico, os crioulos eram excluídos das funções administrativas importantes. Os principais cargos políticos estavam reservados aos “peninsulares”, isto é, aos nascidos na Espanha. As proibições incluíam o casamento entre um funcionário espanhol peninsular e uma crioula, isto é, a mulher branca nascida na América e descendente de espanhóis.

Influenciados pelo Iluminismo, os crioulos foram personagens importantes no processo de independência das colônias espanholas.

Atualmente, o termo crioulo apresenta várias nuances do significado original, dependendo de cada país ou região da América hispânica. Por exemplo, na Argentina, o termo é utilizado geralmente para referir-se aos descendentes dos antigos colonizadores espanhóis que vivem no interior do país, mas não aos descendentes dos imigrantes mais recentes, mesmo que descendentes de espanhóis.

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