Etnocentrismo, etnocêntrico

Etnocentrismo, do grego ethnos, “pessoas da mesma origem” e “centro”, é a tendência, mais ou menos consciente, de colocar sua própria cultura como melhor ou superior aos demais grupos humanos. É olhar o mundo a partir da perspectiva particular da sua etnia, isto é, do povo e cultura a que se pertence. É ver os outros como “esquisitos”, “estranhos” ou “errados”, e considerar a sua cultura “normal” ou “certa”.

O etnocentrismo é para o grupo o que o egocentrismo é para o indivíduo: a tendência de considerar o seu grupo como o centro de todas as coisas. A visão etnocêntrica rejeita a diversidade cultural, isto é, aquilo que não está de acordo com o padrão social, moral, religioso ou estético que vivemos.

O etnocentrismo é um fenômeno universal, está presente em todas as sociedades humanas e em todos os tempos históricos. Os gregos antigos, por exemplo, dividiam o mundo em duas partes: eles e o resto do mundo que chamavam de “bárbaro” e onde incluíam os romanos. Os romanos, por sua vez, admiradores da cultura grega, consideravam “bárbaros” todos os povos que viviam fora dos domínios imperiais e que não falavam latim nem grego, mas uma língua estranha.

O etnocentrismo em sua forma mais extrema resulta em confrontos étnicos que podem levar à segregação racial, à discriminação e ao genocídio. A colonização da América foi marcada pelo etnocentrismo dos europeus que viam os povos nativos como selvagens e inferiores e não hesitaram em escravizá-los ou mesmo exterminá-los. A perseguição e morte dos judeus na Segunda Guerra Mundial foi motivada pela visão etnocêntrica dos alemães nazistas de se considerarem uma raça superior. O apartheid na África do Sul e as leis segregacionistas nos Estados Unidos (até a década de 1960) são exemplos do etnocentrismo extremado capaz de gerar ódio contra grupos étnicos que vivem no mesmo país.

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