Helenismo, helenístico

Helenismo é o nome dado ao período de expansão da cultura grega em todo Oriente Médio após as conquistas de Alexandre Magno (333-323 a.C.) e que se estendeu até a conquista romana. A palavra derivada do grego helenisein, significando “falar a língua dos helenos”, como os gregos se autodenominavam em referência a Hellas, nome originalmente dado à Grécia.

Durante o período helenístico (séc. IV a.C. – I a.C.), a influência cultural da Grécia atingiu o auge de sua expansão geográfica, sendo dominantes no mundo mediterrânea, na Ásia Ocidental e Central chegando em partes do subcontinente indiano. A cultura helenística, herdeira da cultura grega clássica, destacou-se nas artes, no teatro, na literatura, arquitetura, música, matemática, filosofia e ciências.  Foi o período dos trabalhos do matemático Euclides e de Arquimedes, e das escolas filosóficas do estoicismo, epicurismo, ceticismo e cinismo.

Na religião, houve um sincretismo entre cultos e divindades gregas, egípcias e orientais como os cultos a Serápis, a Átis, Cibele chegando a receber influência do budismo nas regiões mais longínquas, como em Báctria e Sogdiana, no atual Afeganistão,

A principal cidade do período helenístico foi Alexandria, no Egito, fundada por Alexandre Magno em 331 a.C. Essa cidade tornou-se o centro do saber do Oriente e exerceu forte influência no Ocidente. Sua famosa biblioteca reunia cerca de 200.000 obras de sábios da Antiguidade. Outras cidades importantes da época foram Antioquia, capital da Síria e Pérgamo, esta última também possuía notável biblioteca e foi a criadora do pergaminho, um suporte para escrita usado por mais de mil anos até a difusão do papel.

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