Homens-bons

Termo usado em Portugal, durante a Idade Média, para designar homens mais notáveis, os mais respeitados chefes de família, as pessoas mais honradas em cada povoado. De simples proprietários rurais, os homens-bons passaram a designar também os burgueses ricos. Eles eram nomeados para os cargos municipais, intervinham nos julgamentos como conselheiros, redigiam as petições, decidiam questões administrativas e econômicas e compunham as assembleias do município.

No Brasil colonial, os homens-bons eram os proprietários de terras e escravos que podiam participar das câmaras municipais, elegendo e sendo eleitos para os cargos públicos. Contudo, mais importante do que a riqueza que possuísse, o homem-bom tinha que viver à maneira da nobreza, isto é, ser servido, usar montaria, gozar de regalias (como obter autorização para celebrar missa no oratório de casa) e, principalmente, não realizar qualquer atividade manual. Portanto, trabalhador rural, artesão, mercador, barbeiro estavam fora da classificação.

 

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