Corão ou Alcorão

Alcorão, do árabe al-Qurʾān, “a recitação”, é o livro sagrado do Islã que os muçulmanos acreditam ser a palavra literal de Alá (Deus) revelada ao profeta Maomé através do anjo Gabriel, ao longo de um período de vinte e três anos e concluído em 632, ano da morte do profeta. Maomé não o escreveu, porque não sabe ler nem escrever. De acordo com a tradição, vários companheiros seus serviram de escribas, registrando as revelações. O califa Otman (576-656) elaborou a redação definitiva do texto, o qual com pouquíssimas alterações, foi mantido até hoje. Existem, no entanto, leituras variantes, com pequenas diferenças de significados.

Como o próprio nome diz, o Alcorão é uma recitação, isto é, algo que deve ser recitado. Durante as orações, o Alcorão é recitado apenas em árabe.

O Alcorão está organizado em 114 capítulos (suratas). O Alcorão se descreve como um livro de orientação para a humanidade.  Seu conteúdo tem a ver com as crenças islâmicas básicas, incluindo a existência de Deus e a ressurreição. Às vezes, oferece relatos detalhados de eventos históricos específicos e, muitas vezes, enfatiza o significado moral de um evento. Histórias de profetas antigos, questões éticas e legais, eventos históricos da época de Maomé, caridade e oração também aparecem no Alcorão.

Os versos do Alcorão contêm exortações gerais a respeito de fazer o certo ou errado e estão conectados a eventos históricos para apontar lições morais mais gerais. É a principal fonte da lei islâmica, Sharia (outra fonte da Sharia é a Suna do profeta Maomé) e também obra poética, modelo de linguagem e estilo e teve forte influência no desenvolvimento da gramática árabe.

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