Rotação trienal de culturas

A rotação de culturas é uma técnica de agricultura que consiste alternar os cultivos em um campo para permitir que o solo se regenere de um ano para o outro.

Na Idade Média, desenvolveu-se a rotação trienal: o campo de cultivo era dividido em três lotes, utilizando-os para diferentes culturas de forma rotativa para melhor aproveitamento do solo e, consequentemente, maior produção.

No primeiro ano do ciclo, o primeiro lote é dedicado aos cereais de inverno (como o trigo), o segundo aos cereais de primavera (cevada, aveia, etc.), o terceiro é deixado em repouso ou pousio. Servia de pasto para o gado dos servos que ali encontrava seu alimento e ao mesmo tempo, fertilizava o solo com seus excrementos.

No ano seguinte, invertia-se a posição dos cultivos. O sistema assegurava que de três em três anos, parte do campo estivesse em repouso. Esta organização exigia que os servos cooperassem estreitamente e impunha a ausência de cercas para facilitar a movimentação dos animais campo em repouso.

A rotação de culturas ajudou a conservar a fertilidade do solo e proporcionou o aumento da produção e da qualidade de vida. Por volta do século XI, uma inovação garantiu maior produtividade: a semeadura de plantas forrageiras como a alfafa no campo em pousio. Os animais ficavam melhor alimentados e o solo era enriquecido com nitrogênio que aumentava a fertilidade da terra.

rotação trienal de cultura

Esquema da rotação trienal de cultura.

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